terça-feira, 20 de setembro de 2011

(des)cuidado

Para Sílvia Chaves
É que sou uma cuidadora, sabe? Tenho gosto pelo carinho. Amo quando minha mão afaga tuas dores. Esqueço das minhas. Quando choro seu pranto, minhas lágrimas não escorrem tanto. Enxugo com a secura da minha pele vermelha, queimada. Eu queimo mesmo, torro de amor.
É que te amo, sabe? Quando teu sorriso harmoniza minhas flores, elas emanam olores coloridos, inesquecíveis. Eles perduram por dias, exalam teu gosto, teus modos, tua imagem. Permanência.
Me dói, sabe? Eu te amo além de mim e é isso tudo que posso te dar. Minha alma, coração e razão. Eu tenho tanto pra te oferecer, só não sei onde guardei. Onde guardei tudo que em mim não cuidei. Espero que morras logo pra junto de mim. 

1 comentários:

Cris Cougo Sá disse...

ui,ui,ui...doeu!